sexta-feira, 5 de agosto de 2011

BISPO: Visionário ou Louco?

A escolha do tema do nosso trabalho (que, a princípio, parecia uma tarefa simples, dado que a escolha do tema era livre) foi o primeiro desafio que encontramos para começar a presente investigação. Mas depois de estudar algumas hipóteses de trabalho, e levar em consideração nossos interesses pessoais, delimitamos um tema geral para começar a refletir: a loucura.

Contudo, a loucura se nos apresenta difícil de definir mesmo recorrendo à intelectuais que pensaram sobre o assunto, pois a loucura nos escapa na medida em que nos deparamos com ela e percebemos algo que causa estranhamento. O louco tem um comportamento não habitual, absurdo, incongruente do ponto de vista da moral vigente. Algo que nos causa inquietação, pois ao ver determinados valores serem ignorados e reformulados à revelia do que é socialmente aceito, ou nos lançamos a produzir juízos de valor à respeito, ou percebemos o quanto os valores morais estabelecidos pela sociedade são frágeis e produzidos à revelia de indivíduos com um comportamento desviado do padrão. Talvez, a dificuldade em definir a loucura e o estranhamento ao se deparar com o louco advenha da dificuldade de se encontrar os mesmos integrados na sociedade e exercendo a cidadania, dadas as intempéries históricas que fizeram essas pessoas ocuparem lugares de exclusão, tanto em termos de uma segregação mais evidente, que se dá no espaço (hospitais gerais, manicômios, asilos, etc.), como em termos de uma segregação mais sutil que se dá no imaginário das pessoas, que, muitas vezes, tomam o louco, aprioristicamente, como uma pessoa perigosa ou de difícil trato nas relações sociais.
O tema do nosso trabalho surge então com uma questão que muito nos intriga: porque a loucura é uma coisa tão difícil de definir?

LEIA NA ÍNTEGRA

Autores:
André da Costa Garcia
Luiz Fernando Pinto

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